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A Síndrome Hellp é uma complicação observada em gestantes que apresentam formas graves de pressão arterial elevada, como nos casos de pré-eclâmpsia grave e eclâmpsia.
Além de ser muito rara, diagnosticá-la é muito difícil, o que a torna uma das complicações obstétricas mais graves, que pode comprometer a saúde da mãe e do bebê.
A doença é considerada uma complicação da pré-eclâmpsia e por conta disso, os sintomas podem se confundir.
Pensando na sua saúde e do seu bebê, preparamos este post para que você saiba o que é a Síndrome Hellp, por que ela ocorre na gravidez, quais são os sintomas, quem pode desenvolver, diagnóstico e como é feito o tratamento.
Desejamos uma excelente leitura!
Como dito, a Síndrome Hellp é mais uma complicação de doenças como a eclâmpsia, a pré-eclâmpsia e a hipertensão gestacional.
Seu nome é uma abreviação em inglês das principais alterações da síndrome: anemia hemolítica, elevação das enzimas hepáticas e baixa contagem de plaquetas.
A Síndrome Hellp é considerada uma complicação da pré-eclâmpsia. Desta forma, a síndrome é desenvolvida em mulheres que já apresentam os sinais e sintomas da pré-eclâmpsia, como o aumento da pressão arterial após 20 semanas de gestação e proteinúria (aumento da eliminação de proteínas na urina).
Se a gestante com pré-eclâmpsia apresentar alterações laboratoriais que indiquem anemia hemolítica, elevação das enzimas hepáticas e baixa contagem de plaquetas, é bem possível que ela esteja com a Síndrome Hellp.
Por isso, é fundamental que seja feita uma avaliação laboratorial rigorosa e constante. Quando não há uma análise correta, os sintomas podem passar despercebidos, o que agrava a síndrome em questão, podendo causar transtornos irreversíveis à mãe e ao bebê.
Se não for diagnosticada a tempo e se não for tratada corretamente, a Síndrome Hellp pode levar a mulher e o bebê à óbito.
Dentre as complicações causadas na mulher, estão: falência cardíaca, insuficiência renal, edema pulmonar, hemorragias e ruptura do fígado.
Já o bebê pode apresentar sequelas, ou ir à óbito.
O diagnóstico da Síndrome Hellp não é fácil justamente porque não há uma causa conhecida para a complicação.
De forma geral, é uma má adaptação do organismo da mulher à gravidez, provocada por sinais e sintomas que, se não diagnosticados a tempo, podem apresentar sequelas ou até mesmo o óbito.
Além das gestantes que apresentam sinais e sintomas de pré-eclâmpsia, outros grupos de mulheres estão sujeitos a desenvolver a síndrome, como mulheres que apresentem doenças do coração e rins, e pacientes com diabetes ou lúpus.
Os sinais e sintomas da Síndrome Hellp costumam ser silenciosos e até confundidos com outras condições, pois não são específicos da Síndrome. Por isso, é muito importante ficar atenta quando perceber as seguintes alterações:
Os sintomas de Hellp surgem entre a 27ª semana de gestação, até o parto. Porém, em alguns casos, eles podem ocorrer após o nascimento do bebê.
De acordo com uma pesquisa de 2018, realizada por médicas do hospital Island Jewish Medical Center, em Nova York, a Síndrome Hellp é considerada rara, com chances de ocorrência em 0,1% a 0,6% das gestantes.
Porém, dentre as mulheres com pré-eclâmpsia, o fenômeno pode atingir entre 4% e 12% das gestantes deste grupo.
Agora que você já sabe quais são os sinais e sintomas da Síndrome Hellp – especialmente o aumento da pressão arterial -, certifique-se de fazer o seu diagnóstico o quanto antes para investigar a presença da complicação.
A forma mais precisa de diagnóstico são os exames laboratoriais, como o hemograma. Caso a Síndrome seja detectada, o tratamento deve ser iniciado imediatamente. Independente das etapas, o acompanhamento médico é fundamental para monitorar a gravidez.
Infelizmente, o tratamento mais eficaz ainda é a interrupção da gestação, que pode ser feita por meio da cesária ou por indução do parto.
A idade gestacional do bebê não será levada em conta caso a vida da mãe ou a do bebê estiverem em risco. Interromper a gestação é necessária para permitir a recuperação do corpo da mulher.
Em casos mais estáveis, é possível reduzir a pressão arterial da gestante, fazer a reposição de fluidos e componentes sanguíneos, e ministrar medicamentos.
Se a gestante estiver próxima de dar a luz, mas estando com seus exames moderadamente alterados, é possível realizar um tratamento com corticoides, que visa o amadurecimento pulmonar do bebê, bem como reduzir as chances de complicação no parto.
Ainda não há prevenção específica para a Síndrome Hellp. O que deve ser feito é possibilitar um acompanhamento constante da gestação por um médico, seguir suas orientações, realizar um pré-natal adequado, fazer os exames laboratoriais e buscar ajuda médica se houver algum sinal e sintoma de Hellp.
Sendo diagnosticada e tratada o quanto antes, a tendência é que a mãe consiga realizar um parto tranquilo como deve ser.
A Síndrome Hellp é, portanto, uma complicação grave que envolve o aumento da pressão arterial da gestante. Seus sinais e sintomas podem ser confundidos com os da pré-eclâmpsia.
Portanto, o diagnóstico deve ser realizado por meio de um exame laboratorial, que constará a Síndrome se for identificada anemia hemolítica, elevação das enzimas hepáticas e queda na contagem de plaquetas.
É fundamental que o diagnóstico seja realizado prontamente, para evitar maiores complicações na síndrome e que impactem na sua saúde e na do bebê. Se identificada ou tratada tardiamente, a Hellp pode levar à óbito.
Por isso, siga todas as orientações do seu médico e não deixe de abordar a Síndrome Hellp nas suas consultas. Ela pode ser rara, mas não a descarte por completo. Desta forma, você terá uma gravidez mais saudável e sem sustos.
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Temos todo o conforto que você e o seu bebê merecem.